quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

sábado, 4 de junho de 2016

Aguadas

as palavras estão aí
o tempo todo
mas às vezes

umas pingam na cabeça
molham o coração
e correm livres nos dedos

o papel guarda, aguarda
o que toca os olhos
e os movimentos das águas

Sabe o amor...

sabe o amor, sabe?
ele não tem cabimento
não cabe numa joia
na palavra
nem no peito

sabe o amor, sabe?
ele transborda
ilumina a alma
alimenta o corpo
pulsa o coração

o amor?
ele precisa
o tempo todo
do outro mais um

e é nos pequenos momentos doces dos dias
que a gente constrói a abstração mais bonita


Desmagoadas

teu rio atravessou em mim
e lavou meu coração
tocou as águas mais profundas
e com toda a sua doçura
dessalgou as feridas
renovou a paixão
e fez elas correrem desmagoadas


sábado, 28 de maio de 2016

Ponto de vista

não era nada
era só um espaço
um vazio

mas dentro dele tinha tudo
havia um tempo
uma plenitude

e a luz